vim morrer aqui:
no gelo.
onde é o meu lugar.
escondida entre as amoreiras
dos jardins sem donos
como os gatos fazem.
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
sexta-feira, 24 de julho de 2009
Dia nublado: dia cinzento
fico
de mãos bobas
esperando o leiteiro
o gato de uma orelha
lambe a pata cinza
e ardem brasas em chamas
lá fora, vão ficando amarelinhas
as folhas da trepadeira
uma fina fita de leite
embaça garrafas vazias na janela
nenhuma glória provém
duas gotas se equilibram
numa verde envergada
haste da roseira na casa ao lado
ó se arca de espinhos
o gato afia as garras
o mundo gira
hoje
hoje não irei
desiludir meus doze engalanados examinadores
nem cerrarei meu punho
na ironia do vento.
[decisão, Sylvia Plath]
fico
de mãos bobas
esperando o leiteiro
o gato de uma orelha
lambe a pata cinza
e ardem brasas em chamas
lá fora, vão ficando amarelinhas
as folhas da trepadeira
uma fina fita de leite
embaça garrafas vazias na janela
nenhuma glória provém
duas gotas se equilibram
numa verde envergada
haste da roseira na casa ao lado
ó se arca de espinhos
o gato afia as garras
o mundo gira
hoje
hoje não irei
desiludir meus doze engalanados examinadores
nem cerrarei meu punho
na ironia do vento.
[decisão, Sylvia Plath]
sábado, 2 de maio de 2009
como dizer para você que se você não me ama mais eu preciso pegar um desses camelos rebeldes e partir também
e que sabe-se lá Deus quantos e quais crimes eu cometi neste deserto
e quantas vezes fui eu também saqueada, quantas vezes fiz chover chorando as mil lágrimas do milagre?
chuva no deserto é crime. ou salvação?
eu espero, eu espero, eu espero. [milênios ou mais]
mas sozinha no imenso deserto eu não posso ficar.
é provável que eu volte para o gelo. para o negro branco gelado. a escuridão clara do inverno.
é provável que tudo o que eu faça na vida seja, ainda e sempre, por e para você. [eu te amo]
um espécie de maldição divina
não se pode conhecer o intocável e sair ilesa.
enterro os mapas na areia.
[como te dizer que essas novas paisagens eu queria contigo?]
sigo caminhando pelo deserto, até...não sei.
só vou depois de você.
até lá, sigo caminhando...sentindo entre os dedos descalços o seu avermelhado, reconhecendo cada grão, desejando que ainda tenha uma chance, desejando você..
[como se ainda fosse]
pássaro azul....
mil abraços, mil fracassos. meu delírio, teus pedaços. teu calor, seja feito teu desejo. seja um beijo, seja como for. quantos braços, mil regaços, mil e uma noites. faz uma outra vez, como se ainda fosse, como é doce, como você fez.
[Chico, Valsa Rancho. enquanto espero...]
e que sabe-se lá Deus quantos e quais crimes eu cometi neste deserto
e quantas vezes fui eu também saqueada, quantas vezes fiz chover chorando as mil lágrimas do milagre?
chuva no deserto é crime. ou salvação?
eu espero, eu espero, eu espero. [milênios ou mais]
mas sozinha no imenso deserto eu não posso ficar.
é provável que eu volte para o gelo. para o negro branco gelado. a escuridão clara do inverno.
é provável que tudo o que eu faça na vida seja, ainda e sempre, por e para você. [eu te amo]
um espécie de maldição divina
não se pode conhecer o intocável e sair ilesa.
enterro os mapas na areia.
[como te dizer que essas novas paisagens eu queria contigo?]
sigo caminhando pelo deserto, até...não sei.
só vou depois de você.
até lá, sigo caminhando...sentindo entre os dedos descalços o seu avermelhado, reconhecendo cada grão, desejando que ainda tenha uma chance, desejando você..
[como se ainda fosse]
pássaro azul....
mil abraços, mil fracassos. meu delírio, teus pedaços. teu calor, seja feito teu desejo. seja um beijo, seja como for. quantos braços, mil regaços, mil e uma noites. faz uma outra vez, como se ainda fosse, como é doce, como você fez.
[Chico, Valsa Rancho. enquanto espero...]
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